DEZ DIAS NO MANICÓMIO | Nellie Bly

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Uma garota foi declarada louca e tranca ada no manicómio… e esse era seu plano o tempo todo. A garota era Nellie Bly, destemida repórter que queria investigar como as pacientes eram tratadas e acabou denunciando a tortura e o abandono não só das doentes mentais, como o de muitas mulheres sãs, que a sociedade tachava como “indesejáveis”. Foi a primeira reportagem da jornalista que — quando se dizia que redações “não eram lugar para mulher” — foi aonde quis (deu até a volta ao mundo em 72 dias!), fez história e detonou preconceitos.

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O manicômio da Ilha Blackwell é uma ratoeira humana. É fácil entrar lá, mas uma vez dentro é impossível sair. Eu pretendia me infiltrar na ala das pacientes violentas, mas quando ouvi o testemunho de duas outras mulheres sãs e pude entender como era, decidi não arriscar minha saúde… e meu cabelo.

Uma garota foi declarada louca e tranca ada no manicômio… e esse era seu plano o tempo todo. A garota era Nellie Bly, destemida repórter que queria investigar como
as pacientes eram tratadas e acabou denunciando a tortura e o abandono não só das doentes mentais, como o de muitas mulheres sãs, que a sociedade tachava como “indesejáveis”. Foi a primeira reportagem da jornalista que — quando se dizia que redações “não eram lugar para mulher” — foi aonde quis (deu até a volta ao mundo em 72 dias!), fez história e detonou preconceitos.

“Feminista, Nellie Bly teve um papel fundamental na conquista de direitos civis das americanas. Suas ideias, muito à frente do seu tempo, iluminaram o caminho. Bly não é apenas sinônimo de coragem. Sua trajetória extraordinária é fonte de inspiração dos que seguem lutando na construção de uma sociedade mais justa, solidária e humana” DANIELA ARBEX

 

Dez dias no manicómio, Nellie Bly, Ímã EditorialQuando tinha 18 anos, Nellie Bly leu no jornal um artigo sobre o “problema” que eram as mulheres que não se casavam nem tinham filhos. Ela respondeu com uma carta tão elegante e mordaz que o editor do jornal logo a contratou. Para não car confinada às colunas de moda e “cuidados do lar”, Nellie partiu, aos 21 anos, para Nova York à procura de emprego e foi desafiada por Joseph Pulitzer a investigar, pelo lado de dentro, um asilo mental acusado de maus-tratos às pacientes. “Eu disse que poderia, que iria e o fiz”, foi a resposta. E o fez com coragem e afinco. Hospedou-se em uma pensão, onde fingiu ter um surto, foi detida pela polícia e examinada por um juiz e por médicos. Enganou a todos, foi tachada como louca irremediável e levada ao infame “Asilo de Loucos” da Ilha Blackwell, com a esperança de ser retirada de lá ao m de dez dias. “A gente vê como faz isso mais tarde”, disse o editor, o único que sabia da artimanha. Dentro das grades do manicômio Nellie sofreu na pele, literalmente, os abusos de enfermeiras sádicas e o descaso de médicos incompetentes ou desinteressados, a quem ninguém conseguia provar a própria sanidade, já que qualquer argumento era desqualificado como mera “alucinação”. O relato dos seus dias no Manicômio causou indignação nos leitores e levou a uma investigação pública. Foi a primeira matéria de Nellie que levou a um avanço concreto nos direitos femininos, e a ela seguirase outras reportagens transformadoras, incluindo denúncias de corrupção, tráfico de bebês e exploração de mulheres. Mais que uma desbravadora, Nellie Bly ajudou a fazer o mundo um pouco melhor, uma reportagem de cada vez.


Se as garotas fossem garotos, logo iriam dizer que, não importando de onde comecem, elas podem, se forem ambiciosas, ganhar fama e fortuna. Tantos grandes e ricos homens que conhecemos começaram do nada; mas onde estão as tantas mulheres? Um jovem pode começar trabalhando como moço de recados e trabalhar seu caminho até o topo. As garotas são tão espertas, e um bocado mais rápidas em aprender; então porque não podem fazer o mesmo? […] Tenho em mente um incidente que aconteceu em nossa cidade. Uma garota foi contratada para preencher uma vaga que sempre fora ocupada por homens que, pelas mesmas funções, recebiam dois dólares por dia. Seu patrão declarou que nunca teve ninguém naquele cargo tão preciso, ágil e satisfatório; no entanto, como ela era “só uma garota”, ele dava a ela cinco dólares por semana. Alguns chamam a isso de igualdade!

Peso 230 g
Dimensões (C x L x A) 130 × 180 cm